Bucs x Rams: Ataque contra Defesa?

Se olharmos para o jogo sem pensar muito sobre, os nomes que mais se sobressaem em cada time é um jogador de ataque para os Buccaneers e um de defesa para os Rams. Tom Brady e Aaron Donald sem dúvida são os destaques absolutos dos seus times até o momento.

Mas, seria simplista demais resumir a partida do Monday Night Football da semana 11 a simplesmente um ataque contra defesa. Brady contra Donald. Existem outros aspectos muito interessantes nesse jogo que valem a pena ficar de olho.

OS RAMS NÃO SÃO SÓ DEFESA

Ter jogadores como Donald e Jalen Ramsey do lado defensivo da bola, com certeza faz com que as atenções sejam voltadas para a defesa. Isso porque Donald é o melhor defensor da liga e Ramsey um dos melhores cornerbacks que se pode encontrar na NFL.

Mas, se a defesa é a segunda melhor da NFL, empatada com os Steelers, o ataque não fica muito atrás. Depois de um ano de ressaca pós Super Bowl, Sean McVay parece ter colocado seu time nos trilhos novamente. E isso faz com que o ataque de Los Angeles seja um dos mais eficientes da liga.

Se antes o ataque contava com Toddy Gurley como principal running back, agora o time conta com um comitê que vê dando conta do recado. Cam Akers, Darrell Henderson e Malcolm Brown estão sendo utilizados com muita inteligência pelo ataque dos Rams.

Jared Goff pode não ser o quarterback mais brilhante da liga, mas sem dúvida dentro do sistema desenvolvido por McVay, ele é eficiente. Mas, para que esse sistema funcione bem, o jogo corrido precisa funcionar e o play action do time ser efetivo.

Goff pode não ser brilhante, mas é eficiente. (Créditos:  Katelyn Mulcahy/Getty Images)

E se o comitê de running backs vem sendo muito bem utilizado, o corpo de recebedores do time não fica muito atrás. Cooper Kupp, Robert Woods, Josh Reynolds, Tyler Higbee.. é muito talento. E muita arma a favor de Goff.

Tudo isso faz com que o conjunto do ataque dos Rams esteja entre os 10 melhores da NFL esse ano. Aliado à uma defesa que é a segunda melhor, com certeza trás lembranças do ano de 2018, onde os Rams foram ao Super Bowl (nota da redatora: Uma pena para eles que contra os Patriots).

E OS BUCS NÃO SÃO SÓ ATAQUE

De um lado os Rams não se resume apenas em defesa. Do outro, os Buccaneers não se resumem só ao ataque. Isso porque o potente ataque liderado por Tom Brady chama muita atenção, mas a defesa do time de Bruce Arians não fica atrás.

A defesa dos Bucs sofreu muito na derrota contra os Saints, mas nem de longe é aquela defesa que se apresenta na temporada. Com uma secundária sólida e uma linha que pressiona bastante o quarterback adversário, pode ser um fator desse jogo para incomodar o sistema tão eficiente dos Rams.

Nem só de Brady vive os Buccaneers (Créditos: Kim Klement/USA TODAY Sports)

Se contra os Saints de Drew Brees a defesa foi castigada, contra os Packers de Aaron Rodgers ela foi dominante. Isso porque pressionou o quarterback o tempo todo, não dando espaço para ele desenvolver o ataque. Já contra os Saints, o time não conseguiu a mesma eficiência defensiva. E tomou um baile.

PARAR O PLAY ACTION DE GOFF X PARAR TOM BRADY

Para os Rams, é parar Tom Brady. O veterano quarterback dos Bucs têm armas mais do que suficientes para explorar as falhas defensivas de Los Angeles e ele mais do que qualquer quarterback, sabe encontrar essas falhas. Estabelecer um bom jogo corrido é fundamental para as pretensões de vitória dos Buccaneers. Utilizar do play action será uma arma importante para Brady e para que isso funcione bem, o jogo corrido precisa ser bem estabelecido, dando espaço para o ótimo corpo de recebedores do time serem utilizados quando estiverem em matchups favoráveis.

E se o play action é a arma dos Bucs, para os Rams não é diferente. Isso porque Jared Goff parece ser outro quarterback quando o play action do seu ataque funciona bem. O quarterback já demonstrou sua fragilidade quando não consegue utilizar o play action e precisa se apoiar no jogo aéreo para vencer jogos.

Um duelo interessante contra dois times que estão na briga para chegar ao Super Bowl. E ver jogadores como Tom Brady e Aaron Donald no primetime é sempre um prazer.

Tauany Rodrigues

Tauany Rodrigues

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