Washington Football Team vs Tampa Bay Buccaneers é Davi contra Golias

Ignore a história de ambos times. Olhe apenas para a temporada 2020/2021. É impossível discordar que o duelo de WildCard da NFC é uma verdadeira batalha de Davi contra Golias em que os Buccs são o gigante e Washington é o desafiante corajoso. Resta saber se o resultado da partida será como na história bíblica.

TAMPA BAY BUCCANEERS E TODA SUA POTÊNCIA OFENSIVA

Os Buccaneers já contavam com bons nomes ofensivamente falando antes da offseason de 2020. Mas, tinha no seu quarterback – Jameis Winston, vencedor do Heisman Trophy em 2013 e primeira escolha geral no draft de 2015 – a peça que limitava o seu ataque. E esses problemas foram solucionados com a chegada de ninguém menos que Tom Brady.

Brady dispensa apresentações. O quarterback seis vezes campeão do Super Bowl pelo New England Patriots, chegou para dar uma nova esperança ao torcedor de Tampa. Isso porque, ao contrário do seu antecessor, Brady saberia utilizar as peças talentosas do ataque do time de Bruce Arians.

O ataque dos Buccs tem a potência de um Mustang (Créditos: Mike Ehrmann/Getty Images)

Mas, não foi apenas Brady que desembarcou na Flórida. Junto com ele, outro jogador, parceiro de sucesso em New England também fora contratado: Rob Gronkowski. E não que o corpo de TE de Tampa fosse ruim, muito pelo contrário. Gronk era só um “plus” para o time.

A dúvida era: Será que no campo, esse time vai corresponder as expectativas criadas? Isso porque o time se desenhava como um dos candidatos a levar a NFC e um dos melhores times da NFL.

A resposta para essa pergunta? Sim, porém depende.

FOI O QUE SE ESPERAVA?

Não, não foi. Os Buccs foram um time ruim? De forma alguma. Mas não foram tão dominantes como se esperava. Algumas derrotas escancararam problemas no time, como, por exemplo, no atropelo sofrido pelo rival de divisão New Orleans Saints. E algumas vitórias empolgaram, quando o time não tomou conhecimento de Aaron Rodgers (MVP da temporada) e dos Packers. E essas duas atuações resumem o que foi os Buccs na temporada.

Foi um time constante mas nem tanto. Um time na média. Sofreu para ganhar de times como Chargers e Giants, mas fez jogo duro contra os Chiefs. Podemos chamar de decepcionante? Não. Mas o time não atingiu o nível que dele se esperava. Talvez chegue no seu ápice nos playoffs. Ou não.

WASHINGTON FOOTBALL TEAM, DE TIME SEM NOME A TIME SEM QB, CHEGOU NOS PLAYOFFS MUITO PELA SUA DEFESA.

Uma zona. Isso que podemos dizer do que foi a temporada pra Washington. Novo head coach, novos quarterbacks. Novos, no plural, porque foram mais de um mesmo. Novos, mas nem tanto.

O ano começou com a ótima notícia de que Alex Smith estaria de volta à campo. Depois de tudo que aconteceu com o quarterback, era a melhor notícia possível mas, nem o mais otimista torcedor de Washington poderia esperar que seria tão boa notícia assim.

Dwayne Haskins, escolha de primeira rodada do draft, era o starter. Era o ano para Haskins se provar, mostrar evolução e colocar seu nome de vez como franchise quarterback de Washington. Era. Nada disso aconteceu, na verdade, aconteceu o contrário.

Tudo deu errado pra Haskins e, dessa vez, não dá pra dizer que não tinha ajuda, que não tinha um time. Pode não ser o melhor ataque da liga, longe disso. Mas está longe de ser um ataque péssimo. E ele mesmo não se ajudou a ser o cara da franquia. (Sem contar ir em strip club no meio de uma PANDEMIA, né?). Fim da linha: Mais do que ser bancado, Haskins foi dispensado pelo time.

E agora, quem assume a posição? O Comeback Player Of The Year (se você discorda disso, nesse ponto eu estou desconfiando do seu caráter), Alex Smith. E por mais que Smith tenha passado por todo um drama com a sua lesão na perna que colocou em risco sua vida, ele deu vida nova ao ataque de Washington.

Somado à isso, Terry McLaurin, um dos mais subestimados e promissores WR da liga e Antonio Gibson, um dos steals do draft e J.D McKissic, conseguiram levar esse time até a pós temporada.

DEFENSE! DEFENSE!

Mas a unidade especial de Washington é a defesa. Uma unidade talentosa, que mesmo com todos os problemas no time (e no ataque), conseguiu ser a quarta melhor defesa da NFL de acordo com a própria liga (o ranking das 10 melhores você pode ver aqui). Chase Young, Montez Sweat, Kendall Fuller, Johnatan Allen são alguns bons nomes dessa defesa.

A fortíssima defesa de WFT (Créditos: Geoff Burke/USA Today Sports)

Aliás, o pass rush é um dos melhores atributos dessa defesa. De acordo com o ranking da ESPN, o time é o quarto melhor quando o assunto é pass rush. E aqui pode ter a chave para Washington derrubar o seu Golias.

O JOGO

Em qualquer casa de aposta, Tampa Bay é favorito e com sobras. Mas será que é possível Washington “cometer o crime”? Claro que é. Se tem um lugar onde isso pode acontecer, é na NFL.

Mas, antes, precisa parar o potente ataque dos Buccs. Além de Brady, que é uma arma poderosíssima, Bruce Arians conta com uma dupla de WR que são estrelas da liga: Mike Evans e Chris Godwin. Além deles, conta também com Gronk e Brate na posição de TE. Somados a isso, o WR nº 81 do time também é um fator importante no ataque. (embora ele não deveria nem estar na NFL). O jogo corrido não fica atrás: Ronald Jones e Leonard Fournette é uma dupla e tanto de RB’s.

Então como Washington pode parar esse ataque?

MAIS UMA VEZ D#!

Um front 7 defensivo como o de Washington é capaz de parar qualquer jogo corrido da liga. Isso por si, já prejudica o plano de jogo dos Buccs. Mas, não é o suficiente.

Então como? Pressionar o quarterback. Tom Brady nunca foi dos quarterbacks mais móveis da liga, e agora, com 43 anos, fica difícil imaginar que ele será. Escala o pocket como ninguém? Sim. Mas, com uma pressão bem feita, não tem muito o que fazer. E pressionar o quarterback com Montez Sweat e, principalmente, Chase Young, é uma das virtudes desse time.

NO RESUMO DA ÓPERA

Para os Buccs é fazer o que fez de melhor na temporada: Esticar o campo, apostar em rotas em profundidade e estabelecer bem o jogo corrido. Para Washington, a missão é muito difícil, mas não impossível. Apostar na velocidade de McLaurin e também estabelecer um bom jogo corrido. E mais do que isso, mostrar do que sua defesa é feita. Nesse caso, feita de cinco pedras, para derrubar o gigante à sua frente.

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